segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ouvir x Falar

Este texto é uma junção de vários textos que li há um tempo e os guardei, por serem bem interessantes. Falam sobre saber ouvir e não somente escutar.

OBS: cada um usa ouvir/escutar da forma que prefere, mas o sentido é o mesmo. Ex: Ouvir não é somente escutar./ Escutar não é somente ouvir.

Ouvir x Falar

Todo mundo quer ser escutado. Mas lembre-se, ouvir não é ficar calado no final. É dialogar sobre tudo que você acabou de ouvir e não começar outro assunto como se não tivesse ouvido uma palavra. Assim, você mostra que se interessa pela outra pessoa, pelos seus gostos, opiniões e ideias. Você a valoriza. Dialogar é a base para bons relacionamentos. Peça detalhes, pergunte, escute. Caso contrário, quem não sabe conversar ou só fala sobre si, se torna vazio, egoísta, fútil e solitário, pois como já disseram: Case-se com alguém que você goste de conversar.

Uma jornalista, após passar por um retiro de silêncio, concluiu:

Percebi, principalmente, que depois de dez dias de silêncio muitas de nós não queriam ouvir. Só falar. Poucas eram aquelas que realmente desejavam escutar a experiência da outra, a voz da outra. A maioria só queria contar da sua. Não tinham sentido falta de outras vozes, apenas do som da sua. Dez dias de silêncio não tinham sido suficientes para acabar com nossa surdez à voz alheia.

Acredito que mais importante do que saber perguntar é saber escutar a resposta. Não apenas para ser um bom jornalista, mas para ser uma boa pessoa. Escutar é mais do que ouvir.

É a escuta que nos leva ao mundo. E é a escuta que nos leva ao outro. Quando não escutamos, nos tornamos solitários, mesmo que estejamos no meio de uma festa, falando sem parar para um monte de gente. Condenamo-nos não à solidão necessária para elaborar a vida, mas à solidão que massacra, por que não faz conexão com nada. Não escutamos nem somos escutados. Somos planetas fechados em si mesmos. Suspeito que essa é uma época de tantos solitários em grande parte pela dificuldade de escutar.

Basta observar. As pessoas não querem escutar, só querem falar. Depois de muita observação, classifiquei cinco tipos básicos de surdos:

1.Há aqueles que só falam e pronto. Emendam um assunto no outro. Fico prestando atenção para detectar quando respiram e não consigo.

2.Existem aqueles que falam e falam e, de repente, percebem que deveriam perguntar alguma coisa a você, por educação. Perguntam. Mas quando você está abrindo a boca para responder, já enveredaram para mais algum aspecto sobre o único tema fascinante que conhecem: eles mesmos.

3.Há aqueles que fingem ouvir o que você está dizendo. Você consegue responder. Mas, quando coloca o primeiro ponto final, percebe que não escutaram uma palavra. De imediato, eles retomam do ponto em que haviam parado. E não há nenhuma conexão entre o que você acabou de dizer e o que eles começaram a falar.

4.Existem aqueles que ouvem o que você diz, mas apenas para mostrar em seguida que já haviam pensado nisso ou que sabem mais do que você, o que é só mais um jeito de não escutar.

5.Há ainda os que só ouvem o que você está dizendo para rapidamente reagir. Enquanto você fala, eles estão vasculhando o cérebro em busca de argumentos para demolir os seus e vencer a discussão. Gostam de ganhar. Para eles, qualquer conversa é um jogo em que devem sempre sair vitoriosos. E o outro, de preferência, massacrado. Só conhecem uma verdade, a sua. E não aprendem nada, por acreditarem que ninguém está à altura de lhes ensinar algo.

É claro que há um mix das várias espécies de surdos. E devem existir outras modalidades que você deve ter detectado, e eu não. O fato é que vivemos num mundo de surdos sem deficiência auditiva. E uma boa parte deles se queixa de solidão.

É um mundo de faladores compulsivos o nosso. Compulsivos e auto-referentes. Não conheço estatísticas sobre isso, mas eu chutaria, por baixo, que mais da metade das pessoas só falam sobre si mesmas. Seu mundo torna-se, portanto, muito restrito. E muito chato. Por mais fascinantes que possamos ser, não é o suficiente para preencher o assunto de uma vida inteira.

Num ótimo artigo, intitulado Escutatória, o escritor Rubem Alves diz: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular”.

Quando não escutamos o mundo do outro, não aprendemos nada. Acontece com o chefe que não consegue escutar de verdade o que seu subordinado tem a dizer. A priori ele já sabe – e já sabe mais. Assim como acontece com o homem que não consegue escutar a companheira. Ou o amigo que não é capaz de escutar você. E vice-versa.

Tornamo-nos muito sozinhos no gesto de não escutar.

Sempre pensei muito sobre por que as pessoas falam tanto – e por que têm tanta dificuldade de escutar.

Percebo também que há uma pressão para que nos tornemos falantes. Ser falante supostamente seria uma vantagem no mundo, especialmente no mundo do trabalho. Mesmo que você não diga nada de novo, mesmo que você repita o que o chefe disse com outras palavras. Mas falar, qualquer coisa, é marcar presença, é uma tentativa de garantir-se necessário. E ser quieto, calado, é visto como um tipo invisível de deficiência. Como se lhe faltasse algo, palavras. Mas será que as palavras estão ali, nessa falação desenfreada? Ou melhor, será que quem fala está realmente naquele discurso? Tenho dúvidas.

Em rasgos de intolerância, achava que os falantes compulsivos eram apenas muito chatos e muito egocêntricos. Que as pessoas não escutavam – o silêncio e o outro – por prepotência. Mas acredito que é bem mais complicado que isso.

Faz muito sentido. As pessoas não escutam porque escutar é se arriscar. É se abrir para a possibilidade do espanto. Escancarar-se para o mundo do outro - e também para o outro de si mesmo.

Escutar é talvez a capacidade mais fascinante do humano, por que nos dá a possibilidade de conexão. Não há conhecimento nem aprendizado sem escuta real. Fechar-se à escuta é condenar-se à solidão, é bater a porta ao novo, ao inesperado.

Escutar é também um profundo ato de amor. Em todas as suas encarnações. Amor de amigos, de pais e de filhos, de amantes. Nesse mundo em que o sexo está tão banalizado, como me disse um amigo, escutar o homem ou mulher que se ama pode ser um ato muito erótico. Quem sabe a gente não experimenta?

Escutar de verdade implica despir-se de todos os seus preconceitos, de suas verdades de pedra, de suas tantas certezas, para se colocar no lugar do outro. Seja o filho, o pai, o amigo, o amante. E até o chefe ou o subordinado. O que ele realmente está me dizendo?

Observe algumas conversas entre casais, famílias. Cada um está paralisado em suas certezas, convicto de sua visão de mundo. Não entendo por que se espantam que ao final não exista encontro, só mais desencontro. Quem só tem certezas não dialoga. Não precisa. Conversas são para quem duvida de suas certezas, para quem realmente está aberto para ouvir – e não para fingir que ouve. Diálogos honestos têm mais pontos de interrogação que pontos finais. E “não sei” é sempre uma boa resposta.

Escutar de verdade é se entregar. É esvaziar-se para se deixar preencher pelo mundo do outro. E vice-versa. Nesta troca, aprendemos, nos transformamos, exercemos esse ato purificador da reinvenção constante. E, o melhor de tudo, alcançamos o outro. Acredite: não há nada mais extraordinário do que alcançar um outro ser humano. Se conseguirmos essa proeza em uma vida, já terá valido a pena.

Escutar é fazer a intersecção dos mundos. Conectar-se ao mundo do outro com toda a generosidade do mundo que é você. Algo que mesmo deficientes auditivos são capazes de fazer.

Saber ouvir é uma dádiva dos céus. Poucas pessoas sabem como isto é importante para o próximo. Nem todos sabem ouvir, têm gente que só gosta de falar. Existem pessoas que, nos cortam tão drasticamente que perdemos o fio da meada. Tem um dizer que nos ensina a perfeição da criação: Dois ouvidos e apenas uma boca! Ou seja, ouvir sempre será mais importante do que apenas falar. Tenho um amigo que também só gosta de falar e quase sempre não presta atenção no que os outros falam. Vive num mundo egocêntrico e acredita de verdade que as coisas e pessoas giram em torno de si. Tenho pena porque um dia ele vai acordar e ver que está sozinho, pois ninguém quer ficar por perto de quem só fala de si.

Aprender a ouvir é mesmo uma arte… e quem a domina acaba tendo simpatia, além de ter o entendimento mais claro do pensamento dos outros. O ditado já diz: “Falar é de prata. Ouvir é de ouro”. Há mais pessoas que gostam de falar do que de ouvir e há muito maior valor na qualidade de “saber ouvir” do que de “falar”. Saber ouvir é ser sábio, é ser amigo, é ser paciente, é ser benigno. Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.

De todos os sentidos, o mais importante para a aprendizagem do amor, do viver juntos e da cidadania é a audição.

Vocês sabem o que acontece quando duas pessoas falam. Uma fala e outra lhe corta a palavra: ‘é exatamente como eu, eu...’ e começa a falar de si até que a primeira consiga por sua vez cortar: ‘é exatamente como eu, eu...’Essa frase ‘é exatamente como eu...’ parece ser uma maneira de continuar a reflexão do outro, mas é um engodo. É uma revolta brutal contra uma violência brutal: um esforço para libertar o nosso ouvido da escravidão e ocupar à força o ouvido do adversário. Pois toda a vida do homem entre os seus semelhantes nada mais é do que um combate para se apossar do ouvido do outro...

Como seria proveitoso se pudéssemos dedicar interesse e atenção para ouvir e ajudar muitos amigos que nos procuram para um diálogo saudável, muitas vezes com inquietações e angústias e nós simplesmente não temos tempo e sensibilidade suficientes para escutar.

Aliás, como é difícil para todas as pessoas parar para escutar. Somos ávidos por falar; vivemos ansiosos porque falamos muito e escutamos pouco ou quase nada. Nossa palavra sempre deve ter o maior peso. Queremos ter sempre a primeira e a última palavra.

Saber ouvir exige que façamos opção consciente em apreender o que se passa com o outro, de forma solidária e sem preconceitos, com o objetivo de buscarmos o entendimento.

O diálogo nem sempre é uma tarefa fácil, pois envolve a disponibilidade para aprender novas ideias, quando antes gostaríamos de ensinar.

Ouvir é diferente do simples ato de escutar. Escutar é o uso puro e simples do sentido da audição e só não escuta quem é surdo. Ouvir é muito mais profundo pois envolve a pessoa por inteiro e é um processo ativo, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa ser.

Exercitar a arte de ouvir o nosso semelhante apura nossa sensibilidade, permitindo-nos romper a concha de isolamento criada pelo individualismo - outra das características negativas da nossa personalidade - e
participar das experiências e emoções das outras pessoas.

Ouvir é renunciar! É a mais alta forma de altruísmo em tudo quanto essa palavra signifique de amor e atenção ao próximo. Talvez por essa razão a maioria das pessoas ouça tão mal, ou simplesmente não ouça. Vivemos imersos em cogitações pessoais e é raro conseguirmos passar algum tempo sem pensar em nós mesmos.

Atitudes recorrentes daqueles que não sabem ouvir com atenção e paciência:

a) Responder antes que o interlocutor tenha concluído seu pensamento.
b) Ficar impaciente diante de pessoas tentando explicar algo.
c) Olhar insistentemente para o relógio, paralisando a comunicação do outro.
d) Usar expressões faciais de enfado, desaprovação, invalidação, menosprezo, diante do assunto.
e) Desviar o olhar do rosto da outra pessoa.
f) Mudar abruptamente de assunto.
g) Fazer com que o outro se cale, dizendo que não adiantaria nada ouvi-lo.
h) Ficar mudo depois que a pessoa acabou de falar, mostrando que não se interessa pelo assunto
i) Começar outro assunto nada a ver com o que ela disse, desprezando a outra pessoa

Para falar bem não basta uma boca. Há muita gente que, não sabendo usá-la, tem feito um grande estrago com o que diz. Antes de nos julgarmos incompreendidos e injustiçados pelo mundo, não nos devemos esquecer que a causa dos nossos problemas e do desencontro na relação com a outra pessoa pode estar alojada em nós mesmos.

Saber ouvir leva tempo, prática e paciência. É uma arte que mantém vivos o respeito, a afeição, a amizade, o sentimento de confiança que o outro deposita em nós. Faz com que nossos clientes, colegas de trabalho, filhos, cônjuges e namorados, sintam-se como pessoas importantes, interessantes e amigos privilegiados. Assuma, hoje mesmo, um compromisso de falar menos e ouvir melhor.

O egoísmo e o “se achar” melhor que os outros, tão presentes nas relações de desrespeito, fazem com que as pessoas desconsiderem inclusive o que os outros têm a dizer, como se o mundo se resumisse às suas vontades realizadas. Quem não escuta os outros, restringe seu mundo, torna-se inseguro, diminui suas possibilidades e não sabe o que é comunicação. Veja que este tipo de pessoa não procura estar atenta ao que o outro tem a dizer porque não acredita existir qualquer coisa de útil na fala alheia. Mas como saber se aquilo que pensamos sem importância nos dispensa de ouvir os outros? Agindo dessa forma, a pessoa não prestigia seu interlocutor.

Saber ouvir é a garantia de abordagens mais profundas, pois não ficamos apenas no isolamento de nosso ser “se achante”. Pessoa do tipo “eu sou a boa”, mesmo que não fale que é, mesmo que nem traga para o consciente que “se acha”, se sente assim. Se não quer ouvir é porque não sente que possa aprender com o outro, nem que possa colaborar com o outro.

Penso que aprender a se comunicar se trate de um dos dons mais importantes que as pessoas podem desenvolver para terem sucesso pessoal e profissional nos novos tempos. E é claro que a comunicação é um caminho de duas vias: você tem que se fazer entendido, mas também tem que entender. Caso possa encontrar o caminho mais fácil para você através do seu autocontentar, acabará perdendo os conhecimentos e as experiências que a sua falta de humildade lhe impede receber.

Nesse contexto, o grande problema é que, de tanto não ouvir, o não ouvir se torna um hábito e a pessoa acaba se tornando dispersiva e, às vezes, até incapaz de aprender ouvindo. Não podemos esquecer algo que é de extrema importância: quanto melhores os meios de comunicação à distância, piores se tornam as comunicações entre as pessoas. Elas já não precisam se encontrar em um mesmo ambiente para interagirem, porque a maioria das comunicações é feita por telefone, e-mails, etc. Como conseqüência natural as pessoas passam a estabelecer uma forma de comunicação fria e impessoal. Elas perdem a prática e acabam perdendo a sensibilidade de perceberem como o outro funciona, como se farão melhor entendidas, como passarão a sua mensagem e até como conseguirão o que querem.

Podemos, como em tudo na vida, melhorar nossa capacidade de comunicação, mas é preciso aplicar estratégias para organizar a caminhada, permitindo aprimorar nossa capacidade de ouvir. Vejamos, então, algumas delas:

1. Reconheça e considere os pensamentos e sentimentos dos outros.
2. Habitue-se a perceber o que os outros querem realmente dizer. Saber escutar nos ajuda a desenvolver a capacidade de perceber as intenções e as necessidades das outras pessoas. Considere também que nem sempre as palavras ditas representam a verdadeira intenção das pessoas.
3. Repita, em pensamento, o que ouviu. Com isso você se recoloca no agora e deixa claro para si mesmo o que foi dito pela outra pessoa.
4. Para manter-se atento à conversa é útil pensar no que vai responder.
5. Habitue-se a perguntar. Isso mostra interesse. Quem quer saber, escuta! Isso torna você parte ativa na conversa, levando a um diálogo saudável, permitindo que você tenha uma participação positiva na conversação. Esse comportamento de interesse no diálogo pode ser demonstrado através da linguagem corporal com um aceno de cabeça, por exemplo. Você demonstra que está participando do diálogo. Com esse posicionamento você também encoraja a outra pessoa a prosseguir no assunto. As interações positivas de quem ouve ajudam a formar um quadro completo sobre a lógica e os sentimentos em jogo na conversação. Naturalmente melhora nosso relacionamento quando as pessoas percebem que nos tornamos melhores ouvintes, pois depositam mais confiança em nós.
6. Seja humilde quando perguntar e haverá maior troca de informações.
7. Habitue-se a sorrir e a desenvolver o bom-humor, melhorando sua auto-estima e deixando mais à vontade quem conversa com você.
8. Não formule implicações e não tire conclusões precipitadas a respeito do que está ouvindo.

Como forma de preparação procure se visualizar em uma conversa. Você consegue prestar atenção na conversa de pessoas com as quais não tem nada em comum? Consegue ser bom ouvinte para diferentes assuntos? Se você conhece aquilo que o distrai pode atingir uma elevação na arte de saber ouvir. Portanto, procure se convencer de que estar no agora é uma das habilidades mais poderosas que você pode desenvolver. Uma mente dispersiva é inimiga do ouvinte.

Tenho encontrado, em algumas pessoas, uma tendência à chatice. Penso que um tipo de chato é aquele que sempre tem uma opinião sobre tudo e acha que deve expressá-la. Ele acredita que o outro não é capaz de dizer tudo o que é necessário e que a sua contribuição para o assunto ou para resolver o problema é fundamental e indispensável. Ele não quer ouvir; só quer falar. Justamente por isso o chato acaba desenvolvendo certamente algum “grau de surdez” ou déficit de atenção. É preciso exercitar a arte de ouvir. Quem não ouve não cresce, não recebe mais conhecimentos, fica apenas com a bagagem que já possui.

Todos admiram aquele que tem a habilidade para facilitar a conversação e buscar soluções continuamente, com o objetivo de realmente colaborar com o conjunto e não de ser a “estrela do espetáculo”. Por tudo isso, em qualquer relação de envolvimento e diálogo, saber ouvir é fundamental. E, concluindo com as palavras de meu amigo Manolo: “Quem fala e não ouve é egoísta. E só sabe falar quem sabe ouvir".

Ao ouvir alguém:

1. Coloque-se em frente do interlocutor e olhe para ele, qdo vc o ouve. Isso facilita a comunicação

2. Ouça, sem interromper, mesmo q seja em desacordo. Dê ao outro oportunidade de expressar-se até o fim.

3. Enqto. Ouve não faça outra coisa. Evite distrair-se com sons ou acontecimentos do ambiente. Concentre-se totalmente, em ouvir a pessoa. Todos estão ávidos de atenção. Quem não gosta de ser ouvido?

4. Manifeste desejo de conhecer como pensam os outros. Todos gostam de ser objeto de interesse.

5. Não prepare a resposta enqunato o outro fala. Se assim faz, não aprenderá ou aprenderá em parte o q o outro tem a dizer e, conseqüentemente, sua resposta pode não ser adequada ao que o outo disse. Daí surgem os desentendimentos, discussões inúteis, os diálogos de surdos.

6. Antes de dar sua opinião ou falar alguma coisa, certifique-se que compreendeu, repetindo o que ouviu. E isto, principalmente, qdo seu modo de pensar difere de seu interlocutor, pois talvez sejam os momentos mais difíceis de se escutar o outro, com atenção.

7. Ouça para compreender e não para responder. Isto significa que seu primeiro objetivo ao ouvir alguém deverá ser tentar compreender exatamente o que ele pretende comunicar-lhe. A resposta virá depois.

8. Muitas vezes a aparência engana. Não julge pelo modo de se verstir, de falar, pelas expressões, pelo “jeitão” do outro, se o que a pessoa tem a falar vale ou não ser ouvido. O que uma pessoa fala é importante para ela. Ultrapasse a “casca”. Por que não dar-lhe um pouco de atenção?

9. Não antecipe o que o outro vai dizer, mesmo que vc tenha certeza do fim. A pessoa sente-se desrespeitada, desvalorizada, pode agredir e “adeus” comunicação eficiente. Um pouco de paciência nunca é demais.

10. Tome cuidado para que suas preocupações, preconceitos não se integrem na mensagem e criem em vc. O hábito da distorção.

11. Procure não se deixar levar pelas emoções selecionando, isto é, ouvindo só o que lhe convém, ou adaptando o que ouve às próprias conveniências.

12. Não “desligue”, mesmo que suas convicções estejam abaladas. A opinião do outro pode abir-lhe novas perspectivas. O espírito aberto enriquece mais. O pior surdo é aquele que não quer ouvir.

13. Tente descobrir os fatos q o levam a selecionar o que ouve e a “desligar” preconceitos, tabus, invejas, inseguranças, sentimento de inferioridade ou de superioridade, hostilidade, desejo de dominar, rivalidade, etc.

14. Qdo ouve, distinga fatos de opiniões e impressões. Muitos desentendimentos surgem pq confundimos fatos, acontecimentos com impressões, opiniões ou inferências.

15. Abra seu espírito para ouvir tudo o que o outro diz. Evite registrar apenas os pontos discutíveis ou falhos.

Um comentário:

Marielle Sant'Ana disse...

Gostei muito de ouvir seu texto.
Amei a citação do Rubem Alves. É do livro O amor que acenda a Lua, né? Enfim, ouvir é também um ato de alteridade.